domingo, 5 de julho de 2009

PR1 - Trilho da Cidade da Calcedónia - Gerês


Chegou o dia mais esperado por nós, o dia 13 de Junho de 2009, o dia do Trilho da Cidade da Calcedónia. Devido ao grau de dificuldade do percurso, o João Tiago e consequentemente a Alice não nos puderam acompanhar, mas tivemos o regresso do Bruno o “boy scout”.






Características do percurso:

Tipo do percurso: Circular

Extensão: 7 Km

Duração: 4 a 5 horas

Grau de dificuldade: Elevado

Partida e chegada: Largo do Calvário, Covide

Altitude mínima: 500m

Altitude Máxima: 870m mais 110m da fenda da Calcedónia

Acessos: E.N. 304, E.N. 307

Já eram 11 horas e o sol já ameaçava que não nos ia facilitar a tarefa, quando demos início a esta aventura, porque a informação tirada do site da Câmara Municipal de Terras de Bouro não está actualizada, o que nos fez andar às voltas à procura do ponto de partida.



Este percurso inicia-se no largo do Calvário em Covide, no coração da serra do Gerês. Começámos no sentido dos ponteiros do relógio por um caminho em terra batida num pequeno bosque que nos proporcionou o contacto com a milha “XXVI” e as colmeias típicas da região.













Esta parte inicial tem uma paisagem agradável com muita vegetação e uma linha de água que, com o calor que se fazia sentir, já apetecia um mergulho.
















A partir daqui a subida da montanha é feita por trilhos sinuosos totalmente expostos ao sol proporcionando-nos vistas magníficas.















Uma hora depois já estávamos acima dos 700 metros com uma paisagem típica de montanha onde os enormes gigantes de rocha granítica assumiam as mais diversas formas causadas pela erosão dos elementos, deixando ao critério dos visitantes a sua interpretação.











































Como já se fazia tarde e o termómetro passava dos 35 graus, decidimos parar na sombra desta enorme árvore para almoçar e recuperar as energias.




Retomámos o percurso rumo ao Cabeço da Calcedónia sempre com as rochas a acompanhar-nos, passando ainda por um túnel, onde aproveitámos para registar o momento para memória futura.



Chegámos à Cidade da Calcedónia ao fim de três horas de percurso.




Procurámos a “mítica” Fenda da Calcedónia, um dos tesouros naturais do Gerês, uma fenda de 110 metros de comprimento de origem glaciar e como não demos com ela, decidimos telefonar para obtermos informações e confirmar as nossas suspeitas, já tínhamos passado por ela.

Então, tivemos que voltar um pouco atrás e deparámo-nos com o primeiro obstáculo, uma enorme rocha que tapa quase a totalidade da entrada da fenda, deixando somente um espaço apertado por onde passar, avaliámos a situação e um pouco receosos avançámos.
















A fraca luminosidade e a humidade que tornava as rochas muito escorregadias dificultavam a subida da fenda. Com o Bruno a liderar o grupo, fomos subindo com alguma ansiedade, muita concentração e um grande espírito de entreajuda.







































Quando chegámos ao topo, estávamos a cerca de 1000 metros de altura, fomos recompensados pela vista paisagística fenomenal em todas as direcções.














Depois de descansar e de descarregar os níveis de stress acumulados iniciámos a descida pela parte exterior da montanha, mas deparámo-nos com a falta de sinalização que nos conduzisse novamente ao trilho, levando-nos a perder muito tempo e a fazer uns quilómetros a mais.













Graças á carta militar e ao sentido de orientação, encontrámos novamente o trilho, fazendo-nos passar novamente pela tabuleta da Cidade da Calcedónia.




Sempre que encontrávamos uma linha de água, aproveitávamos para refrescar o corpo, pois a nossa reserva de água estava no fim.













A partir daqui até Covide foi sempre a descer, alternando entre bosques verdejantes com blocos de granito, com caminhos estreitos entre as escarpas da montanha, muitas vezes com pedra solta, que nos obrigava a ter cuidado.



Mais de 7 horas depois de iniciarmos o percurso chegámos ao ponto de partida, esgotados, com falta de água mas com uma enorme satisfação. Foi sem dúvida, até à data, a nossa melhor aventura e a que nos deu mais prazer.

PR5 - Trilho da Águia do Sarilhão - Gerês


Para o dia 12-06-2009 escolhemos o PR5 – o trilho da Águia do sarilhão e tivemos mais uma vez a companhia da Biuga e do João Tiago.

Características do percurso:

Tipo do percurso: Circular

Extensão: 9 km

Duração: 3 horas

Grau de dificuldade: Médio

Partida e Chegada: Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas

Acessos: EN-307, EN-304

Altitude mínima: 600m

Altitude Máxima: 670m




Começámos o percurso ás 12:30 junto do Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas já com a temperatura a rondar os 30º Graus. O percurso no início é um pouco monótono, pois é feito em asfalto, calçada e só quando passamos junto do Parque de Campismo de Cerdeira é que entramos em caminhos de terra que nos levam até aos trilhos da montanha.













Como o percurso começa já com uma cota altímetra considerável, temos o privilégio de desfrutar bonitas paisagens desde cedo.













Quando avistámos pela primeira vez a albufeira, surgiu-nos uma escadaria talhada no chão, resguardada por um corrimão de madeira, que desce por entre vegetação rasteira serpenteando pelo monte até uma zona de vegetação densa, que nos protege do calor que já incomodava.













De seguida voltámos a estabelecer contacto visual com a Albufeira e com o contraste fenomenal de cores de toda a área envolvente.













Voltámos a descer por uma escadaria idêntica à anterior, mas com um grau de dificuldade maior, requerendo muito cuidado, que nos leva muito próximo da albufeira. Aqui aproveitámos a sombra e a frescura de uma ribeira para descansar e recuperar energias, degustando um reconfortante almoço.



















Retomámos o percurso, pelo ribeiro, com muitas pedras e alguma água sempre à sombra e com a albufeira à nossa direita.



Quando saímos desta zona mais fechada tivemos mais oportunidades de dar uso à máquina fotográfica para registar paisagens de rara beleza.













Seguimos o nosso caminho, até encontrarmos a Geira com a Milha Romana XXIX assinalada com os seus Marcos antiquíssimos.



Já a descer e por entre pinheiros, fizemos um desvio, para nos irmos refrescar nas águas frias da albufeira, onde pudemos admirar, ao longe, a Barragem da Albufeira de Vilarinho das Furnas.














A partir daqui foi sempre a subir por entre pinheiros até uma estrada de asfalto que nos levou a uma simpática aldeia típica do Gerês.















Atravessando a aldeia por um estradão em calçada antiga, voltámos a descer até à linda Ponte de Eixões, de onde já dava para avistar o Museu, onde começámos a nossa aventura 4 horas antes.